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Meta-Arquivo: 1964–1985 - Espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura saiba mais

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Com curadoria e pesquisa de Ana Pato e em parceria com o Memorial da Resistência, a Exposição Meta-Arquivo: 1964-1985. Espaço de Escuta e Leitura de Histórias da Ditadura reúne nove obras inéditas, elaboradas por Ana Vaz, Grupo Contrafilé, O grupo inteiro, Giselle Beiguelman, Ícaro Lira, Mabe Bethônico, Paulo Nazareth, Rafael Pagatini e Traplev.

Com caráter pedagógico, a exposição surge como um espaço expandido de aprendizado, cujo objetivo primordial é despertar a reflexão acerca da documentação pública arquivada pelo Estado Brasileiro: como ler esses arquivos? Como construir memória a partir deles? Como aprender coletivamente sobre a história do país e de seu povo, a partir de sua análise? Como preservar esses acervos e, como consequência, a memória dos processos civilizatórios que alicerçam a sociedade atual?

Tais ponderações nortearam a gênese da exposição, a partir do programa de ação curatorial Arquivo e Ficção, desenvolvido por Ana Pato desde 2014, que busca valorizar os processos de construção da história brasileira. Sua metodologia de trabalho consiste na articulação de pesquisas artísticas e na formação de grupos de trabalho em torno de arquivos e acervos, diante da invisibilidade, do abandono e do risco de desaparecimento que os acervos documentais e artísticos vivenciam.

Um desses grupos de trabalho se consolidou em julho de 2018, tendo como foco de pesquisa o período da Ditadura Civil Militar Brasileira (1964-1985), formado pela curadoria, os artistas e a equipe do Memorial da Resistência. Os artistas passaram a desenvolver uma ação artística junto a esses arquivos, que culminou nas obras que serão apresentadas na exposição. Criadas a partir desses documentos históricos, tais obras visam trazer à discussão os processos que levam ao apagamento da memória - e a importância de se manter relevantes e presentes os acervos documentais da história.

Dentre as fontes consultadas para construção dessas obras estão o Arquivo Público do Estado de São Paulo, Arquivo Nacional, Brasil: Nunca Mais digit@l, Memorial da Resistência de São Paulo, Centro de Documentação e Memória da Unesp, Instituto Vladimir Herzog, Museu do Índio, Sesc Memórias, Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (Caaf) - Unifesp, Fundación Augusto y León Ferrari Arte y Acervo, entre outros centros de memória, arquivos, institutos e fundações. Seu desenvolvimento partiu de temas específicos, norteado pelas questões: “como construir um arquivo?”, “como torná-lo público?” e “como falar do trauma?”.

Todo o conjunto foi reunido em um projeto arquitetônico desenvolvido por Anna Ferrari, cujas estruturas metálicas aparentes atravessam o galpão expositivo do Sesc Belenzinho, fixadas entre o piso e o teto, enquadrando as obras e suas superfícies em madeira. A estrutura sem paredes permite a sobreposição das histórias ali apresentadas e faz referência ao mobiliário arquivístico e escolar.

A exposição conta também com o Espaço de Pesquisa Meta-Arquivo, que disponibiliza ao público a consulta dos livros, documentos e referências levantados durante o processo de pesquisa dos artistas. Esse material, coletado pelo grupo de trabalho, foi reunido pela curadoria em dossiês e organizado como uma pequena biblioteca.

Os temas abordados ao longo do período expositivo serão complementados com os programas públicos, formados por uma série de atividades propostas para aprofundamento e reflexão acerca das pesquisas realizadas pelos artistas presentes em Meta-Arquivo: 1964-1985, e a programação integrada que, de agosto a novembro, traz atividades diversas que dialogam com os assuntos abordados pela exposição.
 

Curadoria e Pesquisa

Ana Pato

Artistas Convidados
Ana Vaz, Contrafilé, Giselle Beiguelman, O Grupo Inteiro, Ícaro
Lira, Mabe Bethônico, Paulo Nazareth, Rafael Pagatini, Traplev

Projeto Expográfico
Anna Ferrari

Design Gráfico
O Grupo Inteiro

Coordenação Educativa                                                                                                                                                                  A Casa Tombada  | Ângela Castelo Branco

Produção Executiva
Nós da produção | Alita Mariah e Rafael Moretti

Coordenação Editorial
Julia Ayerbe

Abertura
22 de agosto de 2019, quinta-feira, às 20h.

Visitação
De 23 agosto à 24 de novembro de 2019.
Terça a sábado, das 10h às 21h.
Domingos e feriados, das 10h às 19h30.

Agendamento e visitas educativas
Para realizar o pré-agendamento de visitas em grupo clique aqui ou entre em contato pelo telefone (11) 2076-9704, de terça a sexta, das 10h às 17h.

Local: Galpão

No dia 29/9 (domingo) a UNIDADE ESTARÁ FECHADA por conta da INTERRUPÇÃO DA ENERGIA ELÉTRICA pela ENEL para reparos na rede.

[Foto: Unesp]

 

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Artes Visuais

Meta-Arquivo: 1964 – 1985. Espaço de escuta e leitura de histórias da ditadura. L

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23/08 a 23/11

TER, QUA, QUI, SEX, SAB
10H ÀS 21H
  • Grátis

25/08 a 24/11

DOM
10H ÀS 19H30
  • Grátis