Sesc SP

Aquilombar

Os espaços dedicados às práticas sagradas de matriz africana tiveram uma importante contribuição no exercício de manutenção e transmissão dos saberes tradicionais africanos ao longo da história. Nesse sentido, os convidados debatem como exercer a religiosidade é ainda um instrumento de resistência para as comunidades negras.

Claudia Adão – É assistente social, especialista em gestão de projetos sociais, mestra pelo Programa de Mudança Social e Participação Política da Escola de Arte, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo e doutoranda pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Faz parte da rede Quilombação de ativistas antirracistas e da Comunidade Rosário dos Homens Pretos.

Professor Babalawô Ivanir dos Santos – Pós-doutorando em história comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ). Doutor em história comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHC/UFRJ. Pedagogo pela Notre Dame. Membro da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), onde coordena a área de pesquisa de experiências tradicionais religiosas espirituais e religiosidades africanas e dispóricas, racismo e intolerância religiosa. É pesquisador do Laboratório de História das Experiências Religiosas (Lher-UFRJ) e no Laboratório de Estudos de História Atlântica das Sociedades Coloniais Pós-coloniais (Leha-UFRJ). Coordenador da Coordenadoria de Religiões Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerância Religiosa (Erarir/Lher/UFRJ), conselheiro estratégico do Centro de Articulações de População Marginalizada (Ceap), interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), conselheiro consultivo do Cais do Valongo, vice-presidente da América Latina do conselho internacional Ancient Religion Societies of African Descendants International Council (Arsadic). Tem experiência nas seguintes áreas: educação étnico-racial e questões africanas, direitos humanos e cidadania, relações internacionais, religiões tradicionais da África Ocidental e afro-brasileiras.

Mestra Joana – É Yakekeré Mãe Joana da Oxum, neta da ialorixá Dona Maria de Quixaba, é sacerdotisa do Ylê Axé Oxum Deym, e a primeira mulher na história a ocupar o posto de maestria no maracatu nação. Seus trabalhos, que mesclam axé, doação, família, força e respeito, começam a partir de 1999, com o grupo Oxum Opará, com meninas de 7 a 18 anos. Desenvolveu a reintegração social com jovens e crianças no quilombo urbano Ilha de Deus através do Maracatu Axé da Ilha. Com a Nação do Maracatu de Baque Virado Porto Rico, é responsável pela transformação musical e artística dos agbês ao agregar a danças dos orixás dos terreiros Nagôs.

Mediação: Terça Afro - Nascido em julho de 2012, o projeto Terça Afro vem propondo encontros com jovens, adultos e crianças, sempre às terças feiras. A ideia é criar espaços de diálogo e formação a respeito da história e da cultura negra a partir de novas práticas de promoção de saberes. Inicia suas atividades no Centro Cultural da Juventude e hoje possui uma sede própria, na zona norte. O projeto Terça Afro é organizado e realizado pelo Coletivo Akina, composto por Ana Caroline da Silva de Jesus, Danuza Novaes da Silva, Beatriz Reis Gonçalves, Harry de Castro, Jéssica Moura, Victor Julião e Mateus Machado.

Local: Área de Convivência.

Fotos: Divulgação

Ações para a Cidadania

Espaços de Espiritualidade e Resistência Especial Aquilombar. Com Claudia Adão, Prof. Babalawo Ivanir dos Santos, Mestra Joana e Terça Afro. L

Essa atividade aconteceu em 15/05/2019 no Sesc Pompeia.

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