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Rough Musick (Música Bruta) e Outros, por Gavin Krastin [África do Sul]

Foto: Cat Pennels
Foto: Cat Pennels

Em Rough Musick, as fronteiras entre o que é história e o que é mito, projeção e imaginação são borradas, confundindo a ficção e a realidade: inspirado na prática de humilhação pública comum na Inglaterra medieval, conhecida como “música bruta”, Krastin cria um reengajamento contemporâneo em forma de performance. Para anunciar a desgraça de criminosos, ladrões e homossexuais, o ritual envolvia a comunidade em uma espécie de ritual, no qual utensílios domésticos eram usados para produzir uma insuportável cacofonia sonora. Neste arquivo, o artista tira das caixas elementos visuais – detritos visuais, como nomeia – que fazem parte de sua trajetória como cenógrafo, performer e encenador, e os expõe em um arranjo alusivo aos gabinetes de curiosidades dos séculos XVI e XVII, que funcionavam como microcosmos de mundos distantes e exóticos.

Gavin Krastin é performer, cenógrafo e encenador. Seu trabalho multidisciplinar se inspira em seu país de origem e nas histórias coloniais impregnadas nas mudanças sociopolíticas em curso. Interessado sobretudo na representação do corpo e em suas interações com o espaço, defende o uso de arenas e espaços não convencionais, onde os fatores de risco desconhecidos são iminentes. A percepção das questões sociais subjacentes aos espaços move a política de transgressão e hibridismo de seu trabalho. Formado em coreografia e performance, estudou Teatro, História da Arte e Cultura Visual. Apresentou-se em festivais na África do Sul e no exterior, além do World Stage Design em 2013 e do Festival Nacional de Artes da África do Sul (2013).

Conheça as demais obras e artistas da exposição Desenhos de Cena #1.

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