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A quem possa interessar

Jorge Vermelho, durante a montagem cenográfica da exposição
Jorge Vermelho, durante a montagem cenográfica da exposição "Cultura Retratada", no Sesc Rio Preto

O espetáculo de dança "A quem possa interessar", do Balé Teatro Castro Alves, será apresentado em quatro unidades do Sesc no interior de São Paulo: São Carlos (7/agosto), Rio Preto (9/agosto), Catanduva (15/agosto) e Ribeirão Preto (18/agosto)

Apresentar Jorge Vermelho não é tarefa para quem gosta de frases curtas. Explicamos: até o momento, as funções atribuídas à seu nome incluem ator e diretor teatral, curador artístico do BTCA - Balé Teatro Castro Alves (Salvador – BA), fundador e mantenedor da Cia. Azul Celeste (São José do Rio Preto - SP), cenógrafo da exposição “Cultura Retratada” e orientador do curso de Iniciação Teatral Para a Terceira Idade do Sesc Rio Preto. Isto citando apenas os projetos que originaram pautas para esta entrevista. O fato é que poucos artistas possuem, como ele, a sagacidade necessária para lidar com a gestão de grandes projetos culturais e, ainda assim, manter em exercício a veia questionadora e inquieta da arte.

Natural de São José do Rio Preto (SP), Vermelho começou a se interessar por teatro quando cursava o ensino médio, na escola pública Profº Alberto Andaló. “Naquela época a rede pública de ensino era muito interessante. Tinhamos gincanas culturais que eram fantásticas, com apresentações de muita criatividade. Eu tinha uns 12, 13 anos e nestas atividades culturais eu comecei a coordenar um grupo de teatro dentro da escola, pra fazer pequenas montagens.” – relembra. Decidiu optar pela profissionalização em artes cênicas ainda adolescente. “Quando fiz 17 anos terminei o colegial e prestei dois vestibulares: Artes Cênicas em São Paulo (Marcelo Tupinambá, com especialização em Cênicas na São Judas) e Medicina Veterinária em Alfenas. Passei nos dois e decidi pelo Teatro. Na época, a decisão não foi comunicada à família. “Como existia uma falta de informação muito grande na minha família em achar que teatro era profissão, eu disse que tinha passado em Comunicação. E fui embora com eles achando que eu ia fazer Publicidade e Propaganda. Só depois de um ano cursando Artes Cênicas que eu contei o que realmente estava estudando”.

De volta à Rio Preto, em 1988, integrou o grupo de teatro do Clube Monte Líbano, onde conheceu o ator Cássio Ibraim. Os interesses em comum os levaram à fundar, em 1989, a Cia. Azul Celeste. A companhia, que completa 25 anos em 2014, é um dos mais importantes grupos teatrais em atividade no interior de São Paulo, tendo levado aos palcos de todo o Brasil mais de 20 espetáculos.

Durante 9 anos, Jorge Vermelho também atuou como diretor do FIT Rio Preto (Festival Internacional de Teatro de Rio Preto), sendo um dos responsáveis pela transição do festival de nacional para internacional. Mas seu maior desafio profissional até o momento ainda estaria por vir. Ao deixar o FIT, em 2009, Vermelho foi convidado para ser diretor e curador artístico do Balé Teatro Castro Alves, a companhia de dança oficial da Bahia. “Quando a Neli Franco, diretora do Festival de Artes Cênicas da Bahia, soube da minha saída do FIT, ela me chamou para uma reunião e o convite foi feito. Achei engraçado no primeiro momento, pois nunca havia imaginado ir trabalhar em Salvador. Nesta reunião eu conheci a Companhia, que estava prestes a completar 30 anos. Me apaixonei pelo perfil e aceitei.” - conta.

Às vésperas de estrear uma turnê com o Balé Teatro Castro Alves pelas Unidades do Sesc no interior de São Paulo, e trabalhando à pleno vapor na cenografia da exposição “Cultura Retratada”, no Sesc Rio Preto, Jorge Vermelho, falou à EOnline sobre sua experiência no BTCA, sua carreira no Teatro e seus planos como artista. Os principais trechos da entrevista você pode conferir abaixo:

EOnline: Como foi sua transição do teatro para a dança?
Jorge Vermelho: Foi um susto. Imagine entrar numa companhia de 30 anos, com pessoas que são da área, muitos dos bailarinos graduados em Dança, alguns deles com doutorado. E eu não sabia o que significava um mise en place. Aliás, eu não sabia o que significavam várias coisas da linguagem de dança. Mas como eu gosto de desafios, eu aceitei. A dança me trouxe visão e olhar sobre outras coisas que até então eu não tinha conhecimento e ainda não tenho. Estou aprendendo mais a cada dia. Está sendo importante para mim e para minha carreira entrar em contato com essa corporalidade que existe no artista de dança.

EOnline: Como você utilizou sua experiência no teatro, dentro do trabalho desenvolvido pelo BTCA?
J. V.: Eu desenhei um programa artístico para aquela companhia, com aquele perfil. Hoje o BTCA tem bailarinos de 35 a 63 anos. Eu criei um programa artístico para este perfil e o governo da Bahia aprovou, por isso eu fui. Eu levei muito do teatro para a companhia e a companhia me retribuiu com muito da dança para o meu teatro. Essa via de mão dupla ampliou meu conhecimento e minha visão sobre as artes cênicas.

EOnline: E como foi lidar com a mudança geográfica e cultural do interior de São Paulo para a capital baiana?
J. V.: Primeiramente um choque. Salvador é outro universo, no bom sentido. O baiano tem outra percepção de vida, a expressão cultural é muito particular. A identidade do baiano é muito forte com relação à postura, à atitude e impressiona como eles têm a expressão artística no corpo, diferente de nós. Isso foi um choque artístico e pessoal. A postura deles em relação à vida me fez mudar. Ou eu mudava ou eu morria. Então aprendi a viver, no sentido de lidar com as coisas e com outras perspectivas, ter outro olhar sobre a vida e, principalmente, outro tempo. Muitos dizem que o baiano tem outro tempo de trabalho, e é verdade. Eles sabem muito bem dividir os momentos de trabalho dos momentos de lazer. E isso me fez rever minha própria vida, diante do trabalho, diante da criação.

EOnline: Como é trabalhar em uma companhia de proporções e projeções tão grandiosas como o BTCA?
J. V.: Trabalhar dentro de um grupo de teatro com cinco ou seis pessoas é uma situação. Trabalhar numa companhia com 35 pessoas,  sediada no Teatro Castro Alves, que é um dos maiores teatros da América Latina, com 370 funcionários e que recebe megaproduções, requer muita calma e um planejamento. Em um primeiro momento, a dimensão das coisas é assustadora. Eu estava acostumado com o FIT Rio Preto, que também é uma grande estrutura, e com isso as coisas foram sendo colocadas par a par.

EOnline: Mesmo com você morando há quatro anos em Salvador, a sua companhia de teatro, a Azul Celeste, não parou de produzir. Como é a experiência de “dirigir” à distância?
J. V.: É muito cansativo. Esses quatro anos foram de muito trabalho. Com o BTCA, estreei “Um Por Um Pra Um”, “A Quem Possa Interessar”, “À Flor da Pele”, “Pedro e o Lobo” (um infantil em conjunto com a Orquestra Sinfônica da Bahia com quase cem músicos em cena), “Essa Tempestade”, “Pílulas Dançadas”. Agora em setembro estrearemos “Álbum de Família” e até o fim do ano “Stop Motion”. São muitos espetáculos.  Fora isso, ainda fizemos uma circulação de um mês pela Bélgica, quinze dias na Bienal de Veneza, na Itália, e pelos estados da Bahia, São Paulo e Paraná. É muito trabalho, mas a Azul Celeste não parou. Produzimos o “Marcelo, Marmelo Martelo”, “Território Banal” e continuamos a circular o “Cem Gramas de Dentes”, que havia acabado de estrear quando fui para Salvador. Esse ano começamos um processo para um novo espetáculo. Não paramos de produzir, não paramos de circular. Isso eu devo muito à parceria que eu tenho com o Ronaldo Celeguini, que é meu braço direito dentro da Azul Celeste, como diretor de produção. Sem ele, isso não seria possível mesmo.

EOnline: A Cia. Azul Celeste valoriza as parcerias com artistas de outras companhias e outros segmentos artísticos em seus espetáculos. Você pode falar um pouco sobre a importância desta troca nos trabalhos da companhia?
J. V.: Acho fundamental fazer esta troca profissional. A Azul Celeste já vinha trabalhando com parcerias como Georgette Fadel, Guilherme Bonfanti, Vivien Buckup, Raphael Pagliuso, Cláudia Schapira, que foram profissionais fundamentais na história da companhia. Para o próximo trabalho, traremos dois novos parceiros: o Ésio Magalhães do Barracão Teatro de Campinas (SP) e Alvaro Assad, da Cia. Etc e Tal do Rio de Janeiro (RJ). Eles vêm para o nosso novo espetáculo, o “Mundo Mudo”, que vai estrear em março/2014, quando a Cia. completa 25 anos. Vai ser nosso espetáculo de comemoração. Neste trabalho também trouxemos de volta a Beta Cunha, que foi, durante anos, uma importante atriz na trajetória da Azul e vai estar novamente em cena.

EOnline: Você esteve à frente do FIT Rio Preto durante 9 anos. Como esta responsabilidade influenciou seu trabalho como artista?
J. V.: Como diretor do FIT Rio Preto e também como curador, procurei sempre ter uma postura como artista. Por mais que o gestor tenha que estar separado disto, o artista não adormece, ele tem que estar sempre presente. Eu escuto muita gente dizendo que o Festival não serve para quem faz teatro na cidade. Eu acho este pensamento um grande equívoco. Assistindo ao teatro eu aprendo muito. Entro em contato com manifestações e linguagens estéticas que eu tenho que consumir, digerir e absorver. Se eu não for transformado é porque estou cego para isso. Eu tenho que me deixar ser tocado. Eu tenho que entrar em conexão com o que está sendo proposto para o teatro contemporâneo. Só assim eu serei inteligente para poder absorver tudo o que está sendo proposto e dialogar com isso. Como artista, eu acompanhei tudo o que foi proposto, me deixei contaminar e como gestor também, pois há sempre o contato com muitas pessoas e situações. O meu teatro foi transformado, tocado e contaminado pelo Festival Internacional. Tenho muito o que aprender ainda, só que para isso preciso ter uma abertura. Eu não posso me cristalizar e achar que eu já sei muito de teatro. Eu não sei nada de teatro. Sei algumas coisas. Porque o teatro está em constante evolução e preciso estar constantemente aberto para todas as modificações que o teatro propõe dia a dia. Caso contrário, eu vou me cristalizar e achar que eu já tenho a informação do que é o teatro. Não tenho! Se eu não me permitir mudar dia a dia também eu vou envelhecer.  E o grande perigo do teatro é envelhecer. Ele é uma arte etérea, na qual o que é hoje, amanhã já não é mais. Eu sei fazer assim hoje, amanhã eu terei que saber fazer de uma outra forma. Eu tenho que estar em constante aprendizado pra ver o teatro com outros olhos. Não é que eu vá negar o que passou. É preciso valorizar o que foi, mas beber na fonte do novo e juntar as duas coisas. Ou vou me deitar na cama do passado, achar que eu fiz uma coisa interessante e isso basta, e morrer junto. Aí é um teatro morto.

EOnline: A que você atribui a longevidade da companhia fundada por você, a Cia. Azul Celeste?
J. V.: Me assusto quando eu penso que a Cia. Azul Celeste vai fazer 25 anos. Já pensou se eu tivesse tido um filho naquela época, quando eu tinha 21 anos. Meu filho hoje teria 25 anos. Ave Maria! Isso assusta! Para manter isto, o ingrediente principal é a inquietude. Se eu não tiver inquietude, o que mais me move? Eu nunca vou esquecer daquela aula espetáculo do Yoshi Oida, (ator e diretor japonês, presente na 1ª Edição do FIT Rio Preto, em 2011), quando ele fez uma pergunta que me tirou o chão. A gente pode até escutar esta pergunta no cotidiano, mas não presta muita atenção nela. ‘Qual o sentido da vida?’ era a pergunta dele. Qual o sentido da vida? É esse. Ir sempre além. Para ir sempre além é preciso ter inquietude. Acho que existe satisfação, mas há níveis. Você até se contenta, mas a partir do momento da realização e do contentamento com o que você fez, há uma conexão com o hoje e o agora, e essa conexão é ir além. É uma questão de superação, e ela não está ligada à qualidade, e sim à contemporaneidade. Eu não posso hoje ir além com o pensamento que eu tinha quando eu fundei a companhia. Eu tenho que ir além, pensando no que será em 2020. E pensando em qual resposta eu tenho que dar à minha vida, pensando no que eu quero dizer, o que eu tenho ainda a dizer. Aí, quando você descobre o que tem a dizer, é o primeiro passo. Eu não vou para a cena hoje se eu não tiver nada a dizer. Aí, dialogando com o contemporâneo, eu vou então, no meu processo, descobrir como dizer. O ‘como dizer’ é a linguagem e a estética. É esse ‘como dizer’ é que vai me impulsionar a descobrir coisas. Eu não posso dizer coisas hoje como eu dizia há três anos. Eu tenho que achar novas formas de dizer.

EOnline: A exposição “Cultura Retratada”, em cartaz no Sesc Rio Preto a partir deste mês, retrata algumas personalidades importantes na história cultural da cidade. Entre os artistas destacados, há alguém que tenha te influenciado particularmente? Como é ser responsável pela cenografia desta homenagem?
J. V.: Transformar um ambiente é uma coisa que eu gosto muito. Criar um lugar e não pode ser um lugar morto. É um lugar que vai trabalhar com as sensações das pessoas. Quando eu decidi criar nichos de sensações, necessariamente eu lido com a obra de outras pessoas e tento lidar com isso com muito respeito. Estar, por exemplo, numa sala de literatura dedicada à Dinorah do Valle (professora e escritora rio-pretense) é algo que para mim é muito importante, pois ela é uma das minhas referências. Eu lembro muito das conversas que eu tinha com a Dinorath. Ela me impulsionou desde menino. Eu lembro quando ela dizia, lá nos corredores da Casa de Cultura, ‘Ah, eu boto fé nesse moleque aí!’.

Na área das artes cênicas há o valor do Humberto Sinibaldi e do Pedro Ganga, que é uma figura que me impulsiona muito. Muito da minha paixão pela arte eu descobri com ele, vendo ele trabalhar e a forma como ele realizava as coisas. Essas pessoas são muito significativas para a cultura de Rio Preto. E eu entendo o recorte desta exposição. Eu sou um artista e em alguns anos talvez minha caricatura também possa estar lá ou não, mas entendo estas pessoas como muito importantes pelo que se tem hoje na cultura de Rio Preto.

Para mim é uma honra e um prazer dar vida à estas salas e estes ambientes que estão acolhendo estas personalidades. Estou procurando colocar alí muita dignidade, atenção e carinho em cada cantinho, porque são cantos muito especiais. Este é um outro lado meu, esse lado da cenografia e da luz, que impregna vida à algo que pode ser só um material morto. Adesivo, parede e tinta é morto. Mas a partir do momento em que você relê isto e ilumina esta área obscura, as coisas ganham outros sentidos. O que estou buscando é isto. Quando as pessoas passearem por esse labirinto da cultura rio-pretense, que elas possam ser tocadas pelas sensações que cada linguagem ali representa.

EOnline: Você é responsável pela coordenação do curso de Iniciação Teatral Para a Terceira Idade, em andamento no Sesc Rio Preto desde junho. Como está sendo este trabalho?
J. V.: Na verdade, o que eu fiz foi uma curadoria de módulos e de profissionais envolvidos, e muito me interessa o que estas pessoas da terceira idade têm a dizer. E elas têm muito a dizer. E aí, o que elas podem dizer no teatro?. Compus os módulos de uma forma que passe por todas as possibilidades de preparação de voz, de corpo e também teóricas, para que eles tenham referências e para culminar numa experiência. Não chamaria de montagem o módulo final, que eu vou ministrar a partir de janeiro, e sim de experiência cênica, na qual vamos dar lugar à voz destas pessoas. Vamos dar ouvidos às vozes destas pessoas, que têm muitas experiências e o teatro se faz disso. Elas estão chegando em sua plenitude de pensamentos e trocas. Isso interessa muito para o teatro.

EOnline: Há algo que você aprendeu com os profissionais da dança que será trazido ao seu trabalho no teatro?
J. V.: Já estou trazendo, já estou contaminado. Tudo. Desde aprimoramento técnico da estrura gigante, até esse olhar sobre o corpo do artista. O teatro tem muito do investimento do intérprete na voz e no texto, e o corpo é um instrumento, uma ferramenta de dramaturgia maravilhosa. Eu já estou aplicando isso no nosso próximo trabalho, o "Mundo Mudo". Esse trabalho será sem texto e o corpo vai ter uma importância muito grande.

EOnline: Depois de quatro anos fora, você vai voltar para Rio Preto no ano que vem. Como fica o trabalho com o BTCA?
J. V.: Fico lá até o final de dezembro deste ano. Eles queriam renovar o meu contrato para o ano que vem, que é o último ano do Governo do Jaques Vagner, mas por eu ter projetos pessoais e artísticos aqui em Rio Preto eu disse não. Mesmo assim, vou continuar ano que vem como consultor e vou pra lá a cada 45 dias.

EOnline: Quais projetos você pretende desenvolver em Rio Preto após sua volta?
J. V.: Volto para Rio Preto porque minha alma está em muitos lugares, mas o meu umbigo está enterrado aqui. Trazer minha experiência com o BTCA  para cá vai ser importante, nesse outro momento de mais maturidade. Junto a isso, há um outro grande projeto para minha vida, que é a adoção de uma criança. Acho que isso vem para preencher uma lacuna, um vazio. Fui encontrando coisas na minha vida. Profissionalmente as artes me trazem uma realização. Espiritualmente eu busco um equilíbrio, sou do Candomblé há 20 anos. Isso me traz um equilíbrio como pessoa que é inegável. Só me falta uma lacuna, uma resposta que a vida precisa me dar. E eu sei que essa lacuna é a paternidade. Será um desafio tremendo reorganizar minha vida para ser pai, mas acredito que isso irá criar o equilíbrio que está faltando.

o que: A quem possa interessar
Balé Teatro Castro Alves
quando e onde:

7/agosto
Sesc São Carlos

9/agosto
Sesc Rio Preto

15/agosto
Sesc Catanduva

18/agosto
Sesc Ribeirão Preto

o que: Cultura Retratada
quando:

17/agosto a 25/outubro

onde:

Sesc Rio Preto

o que: Essa Tempestade
quando:

11 e 14/agosto

onde:

Sesc Rio Preto

o que: Programa de Formação do Balé Teatro Castro Alves
quando:

10/agosto

onde:

Sesc Rio Preto

 

Iniciação Teatral na Terceira Idade

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