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Álbum 10 anos - Discos para conhecer

Celebrando os dez anos do projeto Álbum, o Sesc Belenzinho lança a publicação digital Álbum 10 Anos: Discos Para Conhecer. Com 12 textos inéditos, o material reúne informações sobre álbuns raros da música feita no Brasil, contadas por escritores, pesquisadores, críticos musicais e jornalistas da área cultural.

Com curadoria e pesquisa do Núcleo de Música e Artes Cênicas do Sesc Belenzinho, a proposta destaca discos importantes que não atingiram o status mainstream, mas que evidenciam a heterogeneidade e versatilidade da música brasileira.

Álbum é um dos principais projetos musicais da unidade, criado com a proposta de levar periodicamente aos palcos discos importantes da música brasileira, executados por seus artistas criadores e tocados na íntegra.

Integrante do núcleo de programação musical do Sesc Belenzinho, Sandro Saraiva falou um pouco sobre a proposta:
 

 

Desde o primeiro show, Vivo de Alceu Valença, em março de 2011, até o mais recente Vida e Obra de Johnny McCartney de Leno, em março de 2020 (o último antes da pandemia), foram realizadas 81 edições do projeto, totalizando 157 shows em que o repertório de 83 discos foi apresentado pelos próprios artistas que o conceberam. Neste período, o Belenzinho recebeu em seu teatro e comedoria um público de mais de 56 mil pessoas. Uma audiência diversa, composta por colecionadores, muitas vezes com o vinil do respectivo show debaixo do braço, jovens que na ocasião assistiam o artista pela primeira vez, curiosos, frequentadores do Sesc, comerciários, pesquisadores, jornalistas, músicos etc.

Em todos os shows, o público volta para casa com o programa da apresentação. Um livreto em formato de disco que contém o repertório, ficha técnica, fotos da época que o disco apresentado foi gravado e texto de jornalista e crítico musical sobre o álbum que foi executado no palco. Tudo embalado num souvenir de 18x18, reproduzindo as capas de discos compactos de 7 polegadas.

Na comemoração de 10 anos do projeto, com impedimento da abertura de teatros e salas de espetáculo por conta da crise sanitária que o mundo atravessa devido à pandemia, a publicação fala sobre discos significativos da música brasileira que não tiveram difusão maciça na época de seu lançamento, muitos deles sendo relegados ao esquecimento.

São doze discos. Desde a música eletroacústica de Rodolfo Caesar em A Arte dos Sons; passando pelo rock eletrônico da banda Harry em Fairy Tales; o samba com toques de terreiro de Aparecida em Foram 17 Anos; a música instrumental do trio Divina Increnca e do quarteto Kali com seus discos homônimos; a psicodelia misturada com ritmos nordestinos de Satwa de Lula Côrtes e Laílson; a música popular e o rock progressivo em temas medievais do grupo paulista Pão com Manteiga em seu disco autointitulado; o heavy metal pioneiro do Dorsal Atlântica em seu Antes do Fim; a black music e o funk dos compositores e produtores Robson Jorge e Lincoln Olivetti, no único disco que a dupla lançou; o rock setentista de O Peso com seu Em Busca do Tempo Perdido; o rock progressivo do Perfume Azul do Sol no disco Nascimento; e o disco obscuro da eterna mutante Rita Lee com sua parceira de TuttiFrutti Lucinha Turnbull, Cilibrinas do Éden.

Uma diversidade de gêneros e produções em obras que revelam muito do contexto sociopolítico e cultural de diferentes épocas. Para a leitura dos textos de Ariela Boaventura, Bento Araújo, Carla Dias, Cláudia Assef, Fábio Giorgio, Humberto Finatti, Maitê Freitas, Márcio Jr., Regina Porto, Régis Tadeu, Sergio Martins e Thabata Arruda, fica a sugestão de ouvir os discos na sequência, seja em vinil, mp3, CD ou streaming nas plataformas digitais.

Você pode acessar e fazer o download da publicação abaixo e também no endereço:  bit.ly/album10anos

Os textos também serão publicados quinzenalmente na revista Zumbido (Selo Sesc) em: medium.com/zumbido

Coloque a agulha no disco e boa leitura! 
 

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