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Fundação Julita, uma fazenda que virou oásis em SP

Vista do Jardim São Luis a partir do bosque da Fundação Julita
Vista do Jardim São Luis a partir do bosque da Fundação Julita

Durante todo o mês de junho, o Sesc promoveu o Ideias e Ações para um Novo Tempo, um projeto que estimula as unidades a olharem ao redor em busca de modos de viver sustentáveis.
Acompanhando esse movimento, fomos a campo conhecer uma das iniciativas mapeadas pela unidade de Campo Limpo: a Fundação Julita. Vem com a gente descobrir os modos de viver sustentáveis que encontramos lá!

 

Do centro de São Paulo, o caminho para a zona sul corta a cidade por vias expressas, viadutos e pontes estaiadas - construções grandiosas que já simbolizaram, em suas épocas, promessas de novos tempos. Margeamos um rio agonizante de um lado e, do outro, um emaranhado de prédios que escancaram desigualdades. Depois de passar por um centro empresarial cheio de janelas espelhadas e escritórios de multinacionais, enfim chegamos ao Jardim São Luís, distrito da Zona Sul com quase 300 mil habitantes e cerca de 25% das moradias em favelas.

É lá que encontramos a Fundação Julita, uma organização criada em 1951, quando a paisagem ao redor era bem diferente. Em vez de asfalto e fios elétricos, grandes fazendas ocupavam a área. Antônio Manuel era dono de uma delas e Julita, sua esposa, tinha o sonho de destinar uma porção das terras ao cuidado com as famílias de imigrantes que chegavam para trabalhar.

Depois da morte de Julita, surgiu a Fundação que até hoje leva seu nome. Acompanhando as transformações sociais do entorno, a estrutura que encontramos hoje atende cerca de 1200 pessoas por dia, com programas como creche, Centro para a Criança e o Adolescente, Centro da Juventude, Jovem Aprendiz, formação técnica-profissionalizante e o Núcleo de Convivência do Idoso. 

"A gente tem uma situação aqui na comunidade de diversas faltas. Falta acesso à mobilidade, à alimentação saudável, à educação de qualidade e à saúde, e há altos índices de violência" - explica Flávia Cremonesi, coordenadora do Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita. Essa violência, de acordo com ela, também acabava refletida na relação das pessoas com o verde. "Havia destruição de jardins, pouca sensibilidade com as plantas, atitudes agressivas com os animais. As crianças acabavam trazendo para dentro um pouco da violência que elas vivem do muro para fora", conta.


 

Por isso, a educação ambiental começa desde a creche, estimulando o contato intenso com a natureza. Assim, em contraste com o cenário urbano ao redor, a grande área verde e os animais que vivem soltos na fundação - galinhas, pavões, vacas entre outros - são também uma oportunidade de aprendizado. Da mesma forma, as tecnologias permaculturais implantadas por todo o terreno, além de serem importantes como soluções de sustentabilidade, são essencialmente educativas.

No vídeo, Flávia mostra pouco desse desenho de permacultura que ela desenvolveu, principalmente a partir do manejo das águas dentro do terreno - desde a chuva até o esgoto: 

 

"A natureza tem um poder de desconstruir os mitos - se a gente olhar para ela, real, científica, com provas. Ela tem essa capacidade de desenvolvimento de afeto. O que a gente vê aqui nesses anos todos com educação ambiental, são crianças mais atentas à natureza e seus elementos, mais abertas a vivenciar esses elementos e mais preocupadas com o bem estar e a dignidade dos seres vivos."
- Flavia Cremonesi


 

>>> Conheça mais iniciativas e acompanhe a programação completa do projeto em: sescsp.org.br/ideiaseacoes

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