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Terceira edição do projeto “Fricções” discute modos de existir e resistir na sociedade

Trecho da performance “Réquiem para uma noiva” que acontece dia 24/5 – Foto: Bruno Figueiredo
Trecho da performance “Réquiem para uma noiva” que acontece dia 24/5 – Foto: Bruno Figueiredo

Entre os dias 7 e 26 de maio, o Sesc Ipiranga recebe a terceira edição do projeto Fricções, que integra espetáculos de dança a outras linguagens artísticas ao friccionar suas formas e conteúdos. Com a temática (co)(r)existir, a rede de atividades discute normatividades de identidade, novas masculinidades e as corporeidades por meio de ações que apresentam modos de existir e resistir juntos.

A abertura acontece no dia 23/5, com o bate-papo (co)(r)existir: diferença e aproximação. A roda de conversa propõe reflexões sobre interseccionalidade, masculinidades, transgeneridade e convida Carla Akotirene, Fabio Mariano e Leandrinha Du Art.

A programação é atrelada ao projeto do Sesc São Paulo “Legítima Diferença”, que traz ações que buscam evidências vinculadas às pessoas LBTQI+, fomentando a livre expressão das diferenças.

UniReversos

Para dar início à programação, a residência artística O Reverso acontece entre 7 e 21/5 e propõe uma pesquisa para a criação de um espetáculo de dança e teatro, que mobiliza corpos e discursos ao questionar os mecanismos da atuação e hegemonia da masculinidade. Com orientação e direção de Gabriela Caraffa, Reverso - um estudo humano é a abertura do processo de residência com artistas inscritas e estreia dia 24/5 no Teatro da Unidade.

Reverso - um estudo humano - Foto: Juan Manuel

Ainda como parte do processo, nos dias 08 e 11/4, a Área de Convivência recebe a roda de conversa O Reverso - gênero em conversa. Com mediação de Natalia Mallo, a primeira roda traz nomes como Leandro Savoy, Thiago Santoro e Priscila Bertucci. Já no dia 11/5, Jorge Garcia, Thiago Santoro e Florido integram a mesa.

Em boa companhia

Para abordar a força do coletivo e os “desmoronamentos humanos”, a  iN SAiO Cia. de Arte apresenta, nos dias 24 e 25/4, o espetáculo Ato Infinito. Com direção de Claudia Palma, a dramaturgia explora reflexões acerca da resistência a partir da aglutinação de corpos e, assim, de suas próprias histórias.  Também no dia 24/5, Réquiem para uma noiva, percorre a Unidade. A performance itinerante de Ed Marte trabalha as relações entre corpo político, espaço e público, arte e vida.

Trecho de "Ato Infinito" - Foto: Claudio Higa 

Ainda falando sobre a presença política dos corpos, nos dias 25 e 26/5, o Teatro da Unidade recebe o espetáculo Xote com A - por um discurso feminino eroticoreográfico, com o grupo Terceira Categoria. A apresentação surge partir dos questionamentos das integrantes acerca do machismo presente no forró e o contrapõem ao propor discursos que falem da sexualidade feminina dentro deste contexto cultural.

Outros corpos

Discutindo a existência e resistência de outros corpos na sociedade, a performance Por Um fio ou Como Continuar Existindo, com Monica Apuama, questiona modos possíveis para o corpo negro resistir e acontece dia 23/5, no Área de Convivência da Unidade.

Com a Academia Transliterária, no dia 25/5, acontece Quebra da maldição desde seu nascimento. Na atividade, o coletivo distribui gratuitamente a cada pessoa interessada sua certidão de posse do próprio corpo, assinada, carimbada e abençoada no momento de sua emissão performática.

Para encerrar a rede de atividades de maio, artistas que participaram da edição (co)(r)existir do projeto Fricções integram o bate-papo ConversAções, no dia 26/5. A conversa analisa os desdobramentos dos processos de criação que aconteceram durante o mês.

>> Para conhecer a programação completa do projeto Fricções, clique aqui.

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