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Musical infantil Ciranda dos Orixás estreia no Sesc Pompeia

Espetáculo musical infantil Ciranda Dos Orixás no Sesc Pompeia - Foto: Ricardo Camargo
Espetáculo musical infantil Ciranda Dos Orixás no Sesc Pompeia - Foto: Ricardo Camargo

Mares, rios, matas, céus, terras, chuvas, arco-íris. Para o povo yorubá, todos esses elementos são orixás, e se combinam um com o outro. Em julho, a Cia. Tempo de Brincar apresenta no Sesc Pompeia sua homenagem a essa parte tão rica da cultura afro-brasileira no espetáculo Ciranda dos Orixás, voltado para crianças, e que marca o lançamento do CD de mesmo nome. A temporada vai de 8 a 16 de julho, aos sábados e domingos. 

A atriz e artista visual Elaine Buzato e o músico e compositor Valter Silva têm o universo da Cultura Popular Brasileira como principal inspiração para seus espetáculos cênico-musicais. Na primeira vez que Valter pisou em um terreiro de umbanda, saiu encantado pela mitologia africana e o som do atabaque. A magia foi tanta, que resolveu ele mesmo ser Ogã, o tocador que com sua música chama o Orixá. Com o tempo, começou a compor suas próprias canções inspiradas nas culturas tradicionais.

 “Quando vou para mata vejo Oxóssi. Quando vou para o mar, Iemanjá. Quando olho uma árvore é Irokô. E o branco dos teus olhos, Oxalá” (trecho da canção Orixás e a Natureza)  

O álbum Ciranda dos Orixás (ouça alguns trechos abaixo) teve participação do músico Barba Marques, pesquisador em percussão africana junto com a cantora Fanta Konatê. “Os arranjos de percussão em cada música tem o toque tradicional, mas com tons lúdicos e delicados” explica Valter.

 

 

“É tanta diversidade que não cabe em um trabalho artístico” 

Elaine explica que a ideia do CD e espetáculo surgiu da admiração pelas culturas vindas de povos da África, que trouxeram conhecimentos e heranças que “a história tentou apagar”,  e também da mistura com a cultura caipira e católica sincretizada. “Nós arriscamos fazer essa Ciranda dos Orixás em tempos que clamam por respeito, pelo reconhecimento da contribuição inestimável desses povos” diz. 

Para a artista, o universo mítico afro-brasileiro tem muito a ver com a linguagem da infância, levar esse conhecimento às novas gerações através da música “pode ser um caminho para transpor as barreiras do preconceito causado pela falta de conhecimento”.

“Então nós queremos somar nossas vozes, nossa música, nossa poesia, às vozes muitas vezes caladas, silenciadas e oprimidas, e propor às novas gerações, não falando  ‘por’  ninguém, mas falando ‘com’ todos aqueles que acreditam em tempos onde as feridas possam ao menos ser aliviadas pela beleza do encontro com a arte e da linguagem do afeto”, conclui. Confira abaixo o teaser do espetáculo:

Sobre a Cia. Tempo de Brincar 

A Cultura Popular Brasileira é a principal inspiração da companhia, que cria seus espetáculos a partir de cantigas, contos tradicionais e ritmos musicais. Com espetáculos cheios de cenários, figurinos e adereços, Valter Silva e Elaine Buzato dedicam seu trabalho não apenas ao público infantil, mas também para a criança escondida em cada um de nós. 

Saiba mais sobre o trabalho da Companhia no documentário "Tempo de Brincar":

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